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quinta-feira, 24 de abril de 2014

A CESSAÇÃO DO MEDITADOR




A meditação existe por que- ao contrário do meditador- ela não é algo criado pelo pensamento . O que não existe é o meditador. Este é criado pelo pensamento em sua busca de continuidade, preenchimento e satisfação. E se não existe o meditador- também não existe a prática, pois quem iria praticá-la? Ora, se a meditação só se manifesta na ausência do pensamento, como o meditador poderá alcançá-la - ele que é nada mais do que pensamento ? De fato, para que a meditação aconteça é necessária a cessação do meditador. E isto também ocorre naturalmente- não é resultado de nenhuma prática ou esforço. O esforço e a prática perpetuam a prisão. O melhor é ficar quieto e deixar que , com o tempo, o movimento pare por si  mesmo . (Alsibar)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O CONTRASSENSO DA PRÁTICA




A meditação não pode ser praticada. Ela é a manifestação do Sagrado, do Amor, do Desconhecido. Como disse Dogen: é a própria Iluminação. A única coisa que se pode "fazer" é não fazer nada. Esse é o significado da palavra Zazen: sentar-se sem fazer nada. Isso não quer dizer que você se senta pra meditar- não. Isso é uma interpretação errônea da palavra. Você se senta e não faz nada- nem mesmo medita. Ela pode chegar até você a qualquer hora, durante qualquer atividade- por mais banal que seja. Ela vem até você- você não tem como ir até ela. Por isso que praticar meditação constitui um contrassenso. A meditação acontece- ela é um fenômeno , um acontecimento da natureza interior. Mas para ela acontecer é necessário que a mente esteja silenciosa . E ela só silencia quando não mais busca, não mais deseja,  não mais pratica- quando ela abandonou suas atividade autocentradas ao compreender sua própria  incapacidade e limitação. ( Alsibar)